Na FAO, Haiti apela a países para manter investimentos na ilha caribenha

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Presidente haitiano, Michel Martelly, visitou agência da ONU em busca de apoio após estragos causados por furacões incluindo o Sandy, no início deste mês.

Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva com o Presidente do Haiti, Michel Martelly.

Rafael Belincanta, de Roma para a Rádio ONU.*

O presidente do Haiti, Michel Martelly, afirmou que seu país precisa da ajuda da comunidade internacional para recuperar o setor agrícola, castigado pela passagem do furacão Sandy.

Em comum acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, o governo haitiano disse que a meta principal é tornar o país menos suscetível a passagem de furacões. Martelly visitou a sede da FAO, em Roma, nesta quinta-feira.

Terremoto

Sandy e Isaque foram os dois últimos furacões que passaram pelo país levando a uma crise no setor agrícola haitiano. A população do Haiti, já afetada pelo terremoto de 2010, voltou a enfrentar uma grave situação de insegurança alimentar.

Após o Sandy, houve 40% de perda na safra levando mais da metade dos haitianos a não ter o suficiente para comer.

De acordo com a FAO, serão necessários US$ 74 milhões, ou mais de R$ 158 milhões, para recuperar o setor produtivo. O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, falou sobre o que a agência pode fazer.

"Estamos convencidos que no caso do Haiti não podemos atuar de crise em crise, porque esse fenômeno vai se repetir, ano atrás ano, na região. Estamos ainda atuando para preservar aquilo que sobrou: gado, algumas culturas que resistiram às inundações como, por exemplo, a banana, que é fundamental para a alimentação da população. Além disso, nas propriedades rurais estamos provendo toda a sorte de alimentos e remédios. A terceira área em que atuamos é aquela de Capacity Building para os técnicos do Haiti, que tem uma deficiência muito grande de pessoal técnico. Na verdade, podemos dizer que a maior parte das pessoas que treinamos no país, na primeira oportunidade deixa o Haiti. Essa 'drenagem' de cérebros e de mão de obra capacitada é um dos grandes problemas que nós temos que enfrentar".

Apesar do cenário atual, Graziano da Silva acredita que o fato de hoje existir um governo formado no Haiti ajude muito nas relações com a FAO.

"Eu diria que o Haiti hoje é muito diferente daquela imagem pós-terremoto. E também o país deu um primeiro passo importante no sentido de que tem um governo constitucional que exerce a soberania do país em sua plenitude. Significa que o governo, com todas as dificuldades que enfrenta, está tomando ações concretas e está coordenando o processo de ajuda. Isso não significa que as coisas estejam resolvidas. Ao contrário, mas facilita muito o trabalho da FAO ter um governo constituído com quem possamos conversar e definir as prioridades".

O presidente Martelly disse, durante coletiva de imprensa ao final do encontro, que o Haiti está mudando e exortou a comunidade internacional a continuar com as doações e investimentos no país.

*Com reportagem da Rádio Vaticano.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE NOVEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE NOVEMBRO DE 2014
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