Falta de saneamento mata 7,5 mil pessoas por dia, afirma relatora da ONU

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Relatora Catarina de Albuquerque destaca que maioria é composta de crianças com menos de cinco anos de idade; alerta coincide com o Dia Mundial do Toalete, nesta segunda-feira.

Construção de toalete no Camboja

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

As Nações Unidas marcam nesta segunda-feira o Dia Mundial do Toalete, observando que uma em cada três pessoas não tem acesso adequado a instalações sanitárias.

Segundo a relatora especial da ONU para o Direito à Água e Saneamento, todos os dias, 7,5 mil pessoas morrem com a falta de saneamento, sendo que 5 mil são crianças menores de cinco anos de idade.

Desafio

Catarina de Albuquerque destaca que o acesso adequado ao saneamento não deve ser cumprido até 2015, quando expira o prazo para as Metas de Desenvolvimento do Milênio.

A relatora da ONU ressalta ainda que outro desafio crítico é o fato de mais de 1 bilhão de pessoas ainda fazerem suas necessidades a ceu aberto. Catarina de Albuquerque sugere a todos que imaginem suas vidas sem toalete e as dificuldades que isso causaria, especialmente para mulheres.

A relatora lembra que pessoas sem acesso a banheiros vivem em condições de extrema pobreza, estão marginalizadas e correm riscos de ficarem doentes e por isso, longe do trabalho e da escola.

Catarina de Albuquerque alerta para o fato dos toaletes serem essenciais para o bem-estar e o direito de todo ser humano, sendo fundamental para o direito à saúde e a uma vida digna.

 

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 30 DE OUTUBRO DE 2014
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