Após naufrágios em Mianmar, Acnur faz apelo para abertura de fronteiras

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Segundo agência, há relatos de que pelo menos dois barcos com 240 pessoas afundaram nas últimas semanas; violência étnica continua no país asiático.

 

Família de deslocados em Mianmar. Foto: Acnur

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse estar  "seriamente preocupado" com tragédias recentes na baía de Bengala, envolvendo civis que fugiam da insegurança e violência em Mianmar.

Segundo o Acnur, há relatos de que dois barcos afundaram com quase 240 pessoas. A agência não pôde confirmar as informações, mas ressalta haver relatos de 40 resgatados e corpos boiando nas águas.

Preocupação

O Acnur apela aos países da região para que mantenham as suas fronteiras abertas às pessoas de Mianmar que buscam asilo e proteção internacional.

Para a agência, os dois incidentes "marcam um início alarmante na temporada de navegação", quando migrantes ilegais e candidatos a asilo arriscam a vida na baía de Bengala, em busca de uma nova oportunidade no sudeste asiático.

Segundo o Acnur, entre 7 mil e 8 mil pessoas saíram de Bengala na última temporada, entre outubro de 2011 e março deste ano. A preocupação é que um número maior faça o mesmo nas próximas semanas.

Minoria

A agência pede ação urgente ao governo de Mianmar para resolver questões ligadas ao problema de cidadania relacionada aos rohingyas, uma minoria muçulmana que vive no estado de Rakhine, a oeste do país.

O Acnur lembra que só neste ano, a violência na região já matou dezenas de pessoas, destruiu milhares de casas e deixou mais de 110 mil deslocados.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE AGOSTO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE AGOSTO DE 2014
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