ONU apoia formação de 23 profissionais da medicina legal em Moçambique

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O país contava com 14 especialistas na área; objetivo é que o grupo ajude o setor da Justiça a obter provas científicas de crimes violentos.

23 médicos moçambicanos foram formados em medicina legal.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo

Pelo menos 23 médicos moçambicanos de clínica geral foram formados em medicina legal, no âmbito de uma parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a Organização Mundial da Saúde e o Fundo da ONU para a População.

Os profissionais da Saúde devem apoiar o setor da Justiça na obtenção de provas científicas de crimes violentos que ocorrem em diversas regiões de Moçambique.

Comunidade

Estudos recentemente divulgados referem que as crianças e mulheres moçambicanas continuam sujeitas a várias formas de violência no seio familiar, na escola, na rua e na comunidade.

Em declarações à Rádio ONU, em Maputo, a representante do Fundo das Nações Unidas para a População, Fnuap, Bettina Maas, mostrou-se preocupada com o fenómeno de violência na sociedade moçambicana.

Prevenção

"O Fnuap está convencido de que este é um problema muito grave e que não é uma situação individual, mas um problema para a família e comunidade. Achamos que temos que trabalhar para reduzir e eliminar todo o tipo de violência contra raparigas e mulheres. É muito importante trabalhar na prevenção".

O país conta com 14 especialistas em medicina legal para atender um universo de 22 milhões de habitantes.

Parceria

No ano passado, 15 peritos ocasionais foram formados pelo Serviço de Medicina Legal, no âmbito de uma parceria anual com as agências da ONU.

O diretor clínico de Medicinal Legal em Moçambique, Virgílio Ceia, reconheceu o impacto da formação de médicos de clínica geral em matéria forense.

Qualidade

"Não posso precisar os números, mas recebemos informações das procuradorias provinciais e distritais sobre a melhoria da qualidade de assistência médico forense aos tribunais e procuradorias e às instituições do atendimento às mulheres e crianças vítimas da violência".

Até 2014, as autoridades sanitárias moçambicanas preveem a capacitação anual de 60 médicos de clínica geral em matéria forense. De acordo com as autoridades de saúde, o reduzido número de médicos legistas em Moçambique tem sido justificado com o facto de haver a perceção de que a área lida apenas com mortes.

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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