Muitos menores são ainda vítimas de abusos na Guatemala, diz relatora

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Najat Maalla M'jid citou casos interfamiliares e a falta de conscientização de crianças e adolescentes sobre os riscos ligados às relações sexuais. 

Najat Maalla M’jid (Foto: ONU foto)

Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York.*

A relatora especial das Nações Unidas contra a Venda de Crianças, a Prostituição e Pornografia Infantis disse que muitos menores são ainda vítimas de abuso sexual e do trabalho forçado na Guatemala.

Najat Maalla M'jid terminou, nesta quarta-feira, uma visita oficial de 10 dias ao país. A relatora foi convidada pelo Governo Guatemalteco para avaliar a situação de abusos dos menores desde 1999.

Conscientização

Ela manifestou preocupação com a realidade das meninas que são submetidas à prostituição assim como o grande número de menores que já são mães.

Segundo ela, esta situação é resultado de abusos dentro da família e à falta de conscientização dos menores a respeito dos riscos ligados às relações sexuais.

"Tolerância Social"

Najat Maalla M'jid disse ainda que é difícil determinar o número exato desses abusos visto que há uma "falta de denúncias sistemáticas", assim como uma  "certa tolerância social" do fenômeno.

Outras causas apontadas por ela foram a pobreza, a demanda do mercado do sexo e as tecnologias que facilitam a transmissão da pornografia assim como a solicitação sexual de menores.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE MAIO DE 2013
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