Empreendedoras angolanas querem fim de défice na educação

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Em entrevista à Rádio ONU, líder da Federação das Mulheres Empreendedoras do país fala de necessidade de evolução para outro nível; em 11 anos agremiação evoluiu de 200 para 2,8 mil membros.

Educação para impulsionar atuação de africanas em negócios.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

É necessário investir em melhorar a educação para impulsionar atuação de africanas em negócios, disse a presidente da Federação das Mulheres Empreendedoras de Angola.

Maria do Carmo Nascimento realçou a importância das atuais parcerias com o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, e a Organização Internacional do Trabalho, OIT, para capacitar empreendedoras do seu país.

Desafios

Entrevistada pela Rádio ONU, de Luanda, Nascimento revelou que um dos desafios nacionais é o de levar o empreendedorismo das angolanas para outro nível.

"Existe um grande défice na área de educação de mulheres africanas na área de educação. Exortamos que estas trabalhem, não só na área de empreendedorismo para matérias de pequenos e médios negócios mas, sobretudo, que possam evoluir nas áreas de educação e na prestação de serviços de saúde, principalmente nas zonas rurais."

Estímulo

A líder da Federação enalteceu a existência de programas de estímulo de investimentos, que estão na base de contactos mantidos com outros países africanos de língua portuguesa, devido à partilha ativa de experiências de empreendedorismo.

De acordo com a representante, a agremiação de empreendedoras angolanas começou a operar há 11 anos com 200 membros, tendo evoluído para as atuais 2,8 mil integrantes.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE MAIO DE 2013
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