ONU destaca desafios do Sudão do Sul, um ano após independência
Ouvir /A mais nova nação do mundo declarou-se independente a 9 de Julho de 2011; segundo o Unicef, 70% das crianças entre seis e 17 anos não tiveram acesso à escola e uma cada 10 concluíu a escola primária.
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Secretário-Geral da ONU felicitou o povo do Sudão do Sul pelo primeiro aniversário da independência. Ban Ki-moon lembrou que, no ano passado, esteve na capital, Juba, e ficou sensibilizado com o compromisso do país com a paz.
O Sudão do Sul tornou-se a mais mais nova nação do mundo a 9 de Julho de 2011, no culminar de um processo de paz que durou seis anos. O acordo pôs fim ao conflito de mais de duas décadas com o Sudão, país do qual fazia parte.
Operação de Paz
A mensagem de Ban Ki-moon foi lida , esta segunda-feira, pela sua representante especial e chefe da Missão de Paz da ONU no país, Unmiss, Hilde Johnson.
No evento de comemoração presidido pelo presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e participaram líderes e representantes do Uganda, da Etiópia, do Quénia e do Sudão, bem como da União Africana.
Apoios
As celebrações mereceram a atenção de agências internacionais que operam no país. O Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou ter fornecido ajuda alimentar a cerca de 2,9 milhões de pessoas, após a declaração da independência.
Por seu turno, o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, indica que a maioria das províncias conseguiu dobrar as receitas, depois de ter sido feita a aposta em funcionários apoiados pela agência. O sistema de impostos garantiu uma colecta de valores não provenientes do petróleo, considerados essenciais para o país.
Ensino
O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, lembrou os desafios que o pais enfrenta, destacando que 70% das crianças entre seis e 17 anos não tiveram acesso à escola e apenas uma cada 10 crianças conclui o ensino primário.
A agência considera urgente que seja tido como prioritário o investimento das autoridades nos direitos e no bem-estar das crianças.
Na sua mensagem, Ban reconhece a preocupação dos sul-sudaneses com a deterioração das relações com o Sudão. O Secretário-Geral observa que a ONU tem feito o possível, em parceria com a UA, para apoiar os dois governos na resolução das diferenças pendentes de uma forma pacífica.






