Primeiro-ministro do Butão elogia mediação brasileira nas negociações da Rio +20
Ouvir /Para Jigme Thinley, "brasileiros excluíram do texto o que poderia ser mais contencioso para se concentrarem no que é mais importante: o centro dos elementos do texto como sustentabilidade e economia verde."
Mônica Villela Grayley, enviada especial da Rádio ONU ao Rio de Janeiro.
A conclusão das negociações para a declaração final da Rio + 20 foi alcançada graças também ao trabalho dos mediadores brasileiros.
A opinião é do primeiro-ministro do Butão, Jigme Thinley. Nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, o premiê do país do sul da Ásia, falou sobre a coordenação do Brasil, na etapa final das negociações.
Elementos do Texto
O primeiro-ministro do Butão descreveu a mediação do Brasil como "excelente". Segundo ele, o que os brasileiros fizeram foi "retirar do texto o que pudesse ser mais contencioso para se concentrarem no que é mais importante: o centro dos elementos da discussão como sustentabilidade e economia verde."
Localizado entre a China e a ĺndia, nos Himalaias, o Reino do Butão está sendo representado na Rio + 20 pelo primeiro-ministro Thinley. O país asiático tem investido no conceito de ĺndice da Felicidade para medir bem-estar socioeconômico e o Produto Interno Bruto, PIB.
Desenvolvimento Sustentável
Para o premiê, o índice da felicidade é parte também das discussões sobre desenvolvimento sustentável, e deve ser adotado por todos os países que participam da Rio + 20.
Jigme Thinley encerrou a entrevista dizendo que todos os chefes de Estado e governo devem fazer o melhor enquanto estiverem em seus postos com o objetivo de levar felicidade a seus povos.






