Cplp defende retorno de autoridades eleitas na Guiné-Bissau

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Em entrevista à Rádio ONU, embaixador de Angola, país que preside a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, afirmou que talvez seja necessário realizar novas eleições no país africano.

Sede da Cplp, em Lisboa

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Guiné-Bissau tem que retornar ao status que tinha antes do golpe militar de 12 de abril. A afirmação é do embaixador de Angola nas Nações Unidas, Ismael Martins.

Angola está ocupando a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp. Nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU após o encontro do grupo, Martins disse que talvez seja necessário realizar novas eleições na Guiné.

Processo Eleitoral

Segundo o embaixador, o povo guineense é quem pode dar a melhor resposta sobre o futuro do país lusófono.

"Um processo eleitoral que havia sido iniciado e que foi interrompido não quer dizer que tenha terminado. Talvez seja a necessidade de refazer o processo eleitoral e através deste processo serem eleitos de forma democrática e transparente as autoridades que devem a dirigir a Guiné-Bissau. Não pode haver duas entidades a dirigir, umas que sejam legais e umas que não sejam. Tem que haver uma."

Ministros

Desde o golpe militar, foram destituídos de seus cargos, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o presidente interino, Raimundo Pereira, além de ministros que compunham o governo.

Carlos Gomes Júnior foi também o primeiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais que seriam finalizadas duas semanas após a intervenção militar.

Em 19 de julho, Angola deve passar a presidência rotativa da Cplp a Moçambique. Também será escolhido um novo secretário-executivo para o bloco.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE MAIO DE 2013
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