OMS quer reduzir desigualdades da saúde nas cidades

Segundo a agência, os centros urbanos podem concentrar ameaças como falta de saneamento e recolha inadequada de lixo, poluição, acidentes rodoviários e surtos de doenças infecciosas; mundo celebra esta quarta-feira o Dia Mundial da Saúde.

Urbanização desordenada

Urbanização desordenada

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou uma campanha para destacar a importância do planeamento urbano como elo crucial para a construção de um século 21 saudável.

No Dia Mundial da Saúde, celebrado esta quarta-feira, 7 de Abril, a agência da ONU pediu às autoridades municipais e à população global mais acção e atenção às desigualdades de saúde nas cidades.

Saneamento

Segundo a OMS, os centros urbanos podem concentrar ameaças como falta de saneamento e recolha inadequada de lixo, poluição, acidentes rodoviários e surtos de doenças infecciosas.

Problemas como diabetes, cancro e doenças do coração estão em crescimento nas cidades, assim como estilos de vida pouco saudáveis que incluem o uso do tabaco e álcool, como explicou à Rádio ONU, de Luanda, em Angola, a médica Regina Ungerer, coordenadora da rede de informação da OMS em português.

“Na verdade os países em desenvolvimento prestam menos atenção a esses problemas que são reais porque eles tem outras questões que também são importantes. É fundamental que essa campanha, no dia de hoje, aconteça em todos os lugares, em todos os países que estejam atentos à urbanização desordenada”, afirmou.

Governação Participativa

A OMS sugere cinco acções principais para melhorar a vida da população nas cidades, incluindo a promoção do planeamento urbano, melhores condições de habitação, governação participativa e locais inclusivos, acessíveis e resistentes a desastres e emergências.

De acordo com agência da ONU, 1,3 mil cidades realizam eventos nesta quarta-feira para celebrar o Dia Mundial da Saúde. A OMS também promove, em Novembro, um fórum global sobre urbanização e saúde na cidade de Kobe, no Japão.

Apresentação Carlos Araújo, Rádio ONU em Nova Iorque.