Chuvas em excesso este ano no Brasil são atípicas, diz OMM (Português Brasil)

Antônio Divino Moura, 3º vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial, diz que El Niño está atuando na área central do Pacífico, provocando desde novembro do ano passado chuvas fortes, principalmente no sudeste brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Chuvas em excesso

Condição do solo piorada

Daniela Traldi e Eduardo Costa Mendonça, da Rádio ONU em Nova York*.

2010 tem sido um ano atípico em relação ao volume de chuvas no Brasil, principalmente nas regiões sul e sudeste do país.

A afirmação é do diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, Inmet, Antônio Divino Moura, que também ocupa o cargo de 3º vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial, OMM.

Excesso

Segundo Moura, o fenômeno climático conhecido como El Niño está atuando de maneira moderada a forte na área central do Pacífico, provocando desde novembro do ano passado chuvas fortes, principalmente no sudeste brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Em entrevista à Rádio ONU, de Brasília, ele disse que a entrada de uma nova frente fria no Rio esta semana trouxe chuvas em excesso, piorando as condições do solo que já estava encharcado.

“Nós temos por exemplo várias medições na cidade do Rio de Janeiro, em regiões típicas como Tijuca, Santa Teresa e Copacabana, com mais de 200 milímetros de chuvas em 24 horas. Para se ter uma ideia 200 milímetros significa que, num quadrado de um metro por um metro, choveu de 20 a 200 litros de água. É uma coisa enorme, uma quantidade muito grande”, afirmou.

Condições do Solo

Antônio Divino Moura ressaltou que as condições do solo associadas à ocupação irregular e à topografia da cidade, que tem muitos morros, encostas e bueiros com lixo, provocaram a recente tragédia na capital fluminense e em Niterói.

Segundo agências de notícias, as chuvas no Rio de Janeiro já causaram mais de 180 mortes em todo o estado.

O representante da OMM enfatizou que os alertas de previsão do tempo foram passados de maneira adequada à Defesa Civil e aos governos, e que há uma tendência no litoral sul e sudeste do Brasil, devido às alterações climáticas, de aumento de chuvas, baseado em dados dos últimos 50 anos.

*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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